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domingo, 26 agosto 2018 00:08
Insuficiência cardíaca: falta de comunicação entre cuidados de saúde tem consequências negativas
Insuficiência cardíaca: falta de comunicação entre cuidados de saúde tem consequências negativas

“Out of hospital management of heart failure” foi o tema central de um dos simpósios que decorreu na primeira manhã do ESC 2018 e contou com a participação da Dr.ª Brenda Moura para apresentar um caso clínico de um doente seguido na sua consulta de insuficiência cardíaca (IC). Em análise aos pontos chave da sua intervenção, a cardiologista do Hospital Militar D. Pedro V (Porto) explica ao Cardiotalks que a falta de comunicação “entre o hospital e a Medicina Geral e Familiar” leva ao agravamento do estado de saúde destes doentes e a um aumento do número de internamentos. Assista ao vídeo da entrevista. 

Na qualidade de palestrante, a Dr.ª Brenda Moura apresentou um caso clínico de um doente com “uma cardiomiopatia dilatada provavelmente alcoólica, a quem foi dado toda a terapêutica médica indicada” e foi colocado “um cardiodesfibrilhador com ressincronização”, tendo alta após a melhoria dos seus sintomas para ser acompanhado pelo seu clínico geral. “Aqui é que começa o problema”, sublinha a especialista, afirmando que a comunicação entre os hospitais e a Medicina Geral e Familiar ou outras especialidades deveria ser fácil, mas muitas vezes não é. “São doentes que nunca estão curados e vão sempre precisar de um cuidado de proximidade”, reforça a Dr.ª Brenda Moura. Tendo em conta os números associados a esta patologia em Portugal, a médica alerta para a necessidade de haver uma maior atenção, da parte da tutela, para “a problemática da IC”, dando como exemplo de sucesso a implementação de programas para uma melhor abordagem ao enfarte agudo do miocárdio e ao acidente vascular cerebral. Apesar das dificuldades em despertar consciências, a Dr.ª Brenda Moura enaltece o “excelente trabalho da parte do Grupo de Estudo da Insuficiência Cardíaca” e da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, assim como a criação “de múltiplas clínicas de IC”.

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