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sexta-feira, 17 abril 2020 09:45
Cardiologia em plena pandemia: “Nenhum doente vai ser abandonado”
Cardiologia em plena pandemia: “Nenhum doente vai ser abandonado”

A redução do número de doentes a recorrer aos Serviços de Urgência foi um dos efeitos colaterais do período que atualmente atravessamos: a pandemia de COVID-19. Segundo o Prof. Doutor Victor Gil, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), é possível que “alguns dos casos não precisem de deslocação hospitalar”. Por outro lado, também sintomas podem estar a ser menosprezados pelos doentes. Neste sentido, os médicos criaram sistemas alternativos – consultas através de chamadas telefónicas ou videochamadas – que garantem o acompanhamento aos doentes por todo o país. Assista ao vídeo da entrevista.

No centro das preocupações do cardiologista está a “possibilidade de alguns doentes não terem acesso às teleconsultas” e os efeitos consequentes a médio e a longo prazo. “Tenho algum medo que se possa estar a arrastar e que daqui a umas semanas as pessoas não tenham outra alternativa, senão pedir ajuda”, afirma, salientando “que nessa altura os doentes poderão estar com situações muito graves”, como angina crónica e insuficiência cardíaca (IC).

A pressão arterial acarreta outra das preocupações dos cardiologistas. “Há pessoas que estando em casa ficam com a pressão arterial mais baixa e, por isso, têm a necessidade de adaptar os medicamentos”. Por outro lado, o cardiologista também tem acompanhado doentes que “por estarem em casa fechadas estão mais ansiosos e, em consequência, a pressão arterial descontrola”.

Atendendo à importância do acompanhamento destes doentes, cabe “a cada serviço e a cada cardiologista desenvolver canais de contacto com os seus utentes”, afirma o presidente, ressalvando que os “doentes crónicos não se podem sentir abandonados e os doentes agudos têm que saber que podem contar com este apoio porque os sistemas de ajuda imediata, como as angioplastias diretas e as unidades de hemodinâmica, estão todos a funcionar” nas instituições públicas e privadas.

Por fim, o presidente da SPC garante que os profissionais de saúde têm os sistemas alternativos a funcionar – vídeo e telefone – para garantir que todos os doentes sejam acompanhados e que possam iniciar tratamento, se assim for necessário.

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