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sexta-feira, 17 abril 2020 12:05
Menos chamadas para o 112. Portugueses devem continuar a ligar em caso de emergência
Imagem INEM

O volume de chamadas para o número de emergência médica (112) está a diminuir desde que foi decretado o estado de emergência devido ao surto da COVID-19. Neste sentido, o Governo e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) receiam que a redução dos números seja uma consequência do confinamento ou do receio dos cidadãos em recorrerem ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) e, por isso, deixam um alerta: os portugueses podem e devem ligar para o 112 em caso de emergência.

Se antes da pandemia, o INEM recebia, em média 3.800 chamadas, hoje recebe menos de 500 por dia, “o que resulta do confinamento mas não pode resultar do receio dos cidadãos de recorrer ao SNS em caso de urgência”, defendeu o Dr. António Lacerda Sales, que assegura: “o SNS continua a garantir resposta”.

Para provar a importância do INEM neste combate à pandemia, o presidente do INEM, o Dr. Luís Meira, marcou também presença na conferência de imprensa do dia 15 de abril e corroborou o que o secretário de Estado tinha dito: “As pessoas podem e devem ter confiança no sistema integrado de emergência médica”, disse, garantindo que os profissionais estão treinados e têm formação para reduzir ao máximo os riscos de contágio durante a assistência que prestam aos doentes com e sem COVID-19.

“Está garantida a segurança para que a intervenção possa ser feita sem problemas e sem receios de infeção; os circuitos estão bem definidos, os operacionais têm formação e conhecimento necessário para reduzir ao máximo os riscos de contaminação, por isso é importante que as pessoas que têm necessidade de assistência médica não adiem esse contacto ao 112”, disse, saudando os profissionais do INEM, e respetivas famílias, que estão “expostas ao risco”.

Questionados sobre o apoio psicológico que está a ser prestado à população, e nomeadamente aos profissionais de saúde, o secretário de Estado da Saúde garantiu estar a trabalhar em planos de apoio em colaboração com a Ordem dos Psicólogos, estando a linha de Saúde 24 também disponível para este tipo de assistência. De 376 chamadas recebidas naquela linha, 33 dizem respeito a profissionais de saúde, que procuram aquele tipo de ajuda, avançou o governante.

Também o Dr. Luís Meira avançou que o INEM criou uma estrutura de acompanhamento dos profissionais infetados “garantido o apoio para tudo o que é necessário”. Segundo o Dr. Luís Meira, o número de chamadas na linha de apoio psicológico do INEM desceu nos primeiros meses do ano, mas “nos últimos dias” tem aumento ligeiramente para “valores semelhantes aos do ano passado”. “Estamos com 50 e poucas chamadas, em média, por dia“, nota.

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