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terça-feira, 07 maio 2019 16:46
Estudo COMPASS: dupla inibição da trombose é uma estratégia inovadora
Estudo COMPASS: dupla inibição da trombose é uma estratégia inovadora

No âmbito do simpósio “Abordagem integrada da proteção cardiovascular”, promovido pela Bayer durante o Congresso Português de Cardiologia (CPC) 2019, o Dr. Carlos Aguiar convidou os presentes a fazerem “Uma viagem pela inovação de Rivaroxabano”. Em entrevista ao Cardio Talks, o cardiologista do Hospital de Santa Cruz – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental (CHLO) explica de que forma é que este anticoagulante permite ultrapassar algumas limitações do uso de antivitamínicos K e prevenir complicações trombóticas, principalmente em doentes com maior risco de eventos isquémicos. Assista ao vídeo.

De acordo com o Dr. Carlos Aguiar, a inovação trazida pelo rivaroxabano no tromboembolismo venoso prende-se, sobretudo, com o facto de ultrapassar as limitações dos anticoagulantes que foram usados “ao longo de décadas e que são os antivitamínicos K (AVK)”. “Mais inovação da aplicação de rivaroxabano no território arterial, onde não estávamos à espera de encontrar bons resultados porque sempre entendemos a trombose arterial como bastante diferente da trombose venosa”, acrescenta.

Tal como esclarece o especialista, tendo em conta os mecanismos que levam ao desenvolvimento das “complicações arteriais – como o enfarte agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral isquémico, em particular – e as complicações da doença arterial periférica”, “a necessidade de fazer antiagregação plaquetária é muito fácil de entender”. Porém, como lembrado pelo Dr. Carlos Aguiar, “as plaquetas não atuam sozinhas a formar coágulos” e “precisam de se unir através de pontes de fibrina”, que “é gerada através da ação da trombina, que, por sua vez, é ativada pelo complexo Xa”.

“Sabemos que há doentes que estão medicados com antiagregação plaquetária e que continuam a ter complicações que estão, claramente, relacionadas com a ativação plaquetária e com a formação de coágulos”, afirma o orador, acrescentando que é “nestes doentes de maior risco de complicações isquémicas que pode fazer sentido testar uma estratégia de juntar um pouco de anticoagulação à antiagregação padrão, que é a aspirina”.

Foi exatamente esta informação que o estudo COMPASS trouxe, segundo o Dr. Carlos Aguiar: “Esta dupla inibição da trombose é muito bem-sucedida, em particular, em doentes coronários que tenha doença polivascular, sobretudo, quando há doença arterial periférica associada”.

O cardiologista afirma ainda que este estudo demonstrou que a dose vascular de rivaroxabano 2,5 mg (duas vezes/dia) em conjunto com a aspirina (100 mg/dia) traz benefícios também no contexto da diabetes, “onde a tendência para coagular é muito maior até do que a tendência para sangrar”, assim como “nos doentes com doença renal crónica e nos doentes com insuficiência cardíaca”.

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