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ESC2018

quarta-feira, 29 agosto 2018 16:42
Aspetos relevantes das novas guidelines de revascularização miocárdica
Aspetos relevantes das novas guidelines de revascularização miocárdica

Em destaque na edição de 2018 do Congresso da European Society of Cardiology (ESC) foram sem dúvida as guidelines relativas à revascularização do miocárdio. Pelas “novidades com potencial de terem um grande impacto na prática clínica”, a assistente hospitalar de Cardiologia do Centro Hospitalar e Universtário de Coimbra (CHUC), Prof.ª Doutora Elisabete Jorge, faz um sumário das principais alterações introduzidas neste documento de orientações clínicas, produzido pela ESC e pela European Association for Cardio-Thoracic Surgery (EACTS). Assista ao vídeo.

“O mais importante para destacar neste Congresso são as novas guidelines de 2018 da revascularização miocárdica”, enaltece a Prof.ª Doutora Elisabete Jorge por trazerem “novidades com potencial para ter um grande impacto na prática clínica”. Em linha com as anteriores considerações, a especialista destaca alguns aspetos das guidelines que considera relevantes. “Um deles diz respeito aos doentes diabéticos”, afirma a Prof.ª Doutora Elisabete Jorge, por se confirmar “um grupo distinto de doentes em que a estratégia de revascularização, no caso de terem doença multivaso, a decisão entre angioplastia percutânea e a cirurgia de revascularização miocárdica é muito importante”.

“Nestas guidelines, em relação à cirurgia, há também uma recomendação muito forte para a utilização de condutos arteriais – portanto, múltiplos – em substituição dos condutos venosos”, continua a aprofundar, referindo-se ainda a um outro grupo de doentes, “com insuficiência cardíaca e depressão severa da função ventricular esquerda que também têm um benefício adicional superior na cirurgia em relação à angioplastia percutânea.
Na perspetiva da Prof.ª Doutora Elisabete Jorge, existem alguns aspetos mais técnicos da intervenção percutânea que também são de salientar, “nomeadamente, a utilização do acesso radial que parece ser o acesso preferencial na esmagadora maioria dos doentes”. “Os stents farmacológicos – drug eluting stents – são a recomendação agora para todos os doentes, independentemente da apresentação clínica do doente ou da necessidade também de fazerem anticoagulação”, sublinha a assistente hospitalar do CHUC.

Ainda sobre os stents farmacológicos, existem novidades: “Os stents reabsorvíveis devem ser evitados. Passaram a ter um nível de recomendação de classe III. Portanto, devemos evitar a sua utilização”.
Estes e outros aspetos são aprofundados ao longo das declarações da Prof.ª Doutora Elisabete Jorge, como por exemplo, “a utilização da imagem intracardíaca que também sai reforçada nas guidelines de revascularização” ou os dados apresentados do estudo CULPRIT-SHOCK (The Culprit Lesion Only PCI versus Multivessel PCI in Cardiogenic Shock) que vão "mudar drasticamente a prática clínica atual". 

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