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ESC2018

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quarta-feira, 05 setembro 2018 12:51
Estudo ATTR-ACT: avanços na abordagem terapêutica da miocardiopatia amiloidótica
Estudo ATTR-ACT: avanços na abordagem terapêutica da miocardiopatia amiloidótica

Durante os cinco dias do ESC 2018, foram várias as sessões dedicadas à apresentação de estudos com um importante impacto, tanto na prática clínica como na melhoria do prognóstico e qualidade de vida de pessoas com doença cardiovascular. Em entrevista ao Cardiotalks, o Prof. Doutor Rui Baptista, cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), menciona o estudo ATTR-ACT como o mais importante avanço científico apresentado, numa população que, até ao momento “não tinha grandes soluções terapêuticas”.  Assista ao vídeo.

O ensaio clínico ATTR-ACT, que testa o impacto do tafamidis num conjunto de endpoints clínicos em doentes com miocardiopatia amiloidótica associada à deposição de transtirretina, mereceu o destaque do cardiologista. Pela primeira vez, o estudo demonstrou ser possível reduzir a taxa de progressão da doença numa coorte de doentes com miocardiopatia amiloidótica ATTR, uma doença rara com rápida progressão, o que o Prof. Doutor Rui Baptista considera ser “um facto científico fortíssimo”.

Refere que, no contexto da doença em Portugal, a polineuropatia amiloidótica familiar associada à transtirretina (paramiloidose) – originalmente descrita pelo Dr. Corino de Andrade em 1952 em Portugal – é conhecida e explica as principais características desta forma de doença, sublinhando a possibilidade de elevada taxa de subdiagnóstico de ATTR wild-type em virtude de a doença afetar habitualmente pessoas idosas.

Por fim, afirma que atualmente o CHUC tem disponível o marcador de medicina nuclear específico para esta patologia – o DPD – o que “facilitará em grande medida o diagnóstico destes doentes que, até à data, eram apenas medicados sintomaticamente sem quaisquer intervenções que modificassem o seu prognóstico”.

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