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ESC 2019

sábado, 31 agosto 2019 20:16
TAVI: a baixa média de internamento é reflexo da evolução na Cardiologia de intervenção
TAVI: a baixa média de internamento é reflexo da evolução na Cardiologia de intervenção

O Dr. Rui Campante Teles, membro da Direção da European Association of Percutaneous Cardiovascular Interventions (EAPCI) participou como palestrante na sessão “TAVI Tips and tricks for beginners” na qual foi essencialmente transmitido “que hoje em dia as TAVI são implantadas de uma forma relativamente mais simples do que há 10 anos”, explica o especialista. Em entrevista ao Cardio Talks, no que à organização do ESC diz respeito, refere que “2020 já está a ser preparado”. Assista ao vídeo.

O cardiologista de intervenção do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental refere que as TAVI são implantadas de uma forma relativamente mais simples do que há 10 anos, por exemplo. “Significa isto que os doentes ficam no Hospital menos tempo, o que é notável”, acrescenta o especialista. Os médicos estão mais seguros e, como refere, estão a conseguir obter melhores resultados com o atual tratamento, com menos tempo de internamento e, sobretudo, com menos complicações para o doente. “A principal mensagem que foi transmitida na sessão foi como podemos fazê-lo”.

O também coordenador do Registo Nacional de Cardiologia de Intervenção refere que atualmente existem técnicas em que há uma avaliação prévia de intervenção muito cuidadosa com a finalidade de determinar quais são as limitações ou as dificuldades a enfrentar no procedimento, permitindo estudá-las de forma a seja possível antecipar as possíveis complicações.

“Além disso planeamos, desde logo, a forma de acesso - femoral ou outro”. O médico acrescenta ainda que é imediatamente definido se os doentes vão ter uma anestesia geral ou não. “Hoje em dia, em vez de uma média de internamento de oito dias, temos médias de internamento de três a cinco dias, o que é reflexo desta evolução”.

No que ao ESC 2019 diz respeito salienta que “encontramos aqui reunida toda a comunidade cardiológica, não só da Cardiologia de intervenção, e isso é fundamental”. Para o especialista, marcar presença no Congresso significa “a possibilidade do contacto pessoal que gera outras oportunidades, não só de network”.

“No fundo, o que também fazemos aqui é montar já o próximo ano - 2020 já está a ser preparado”, termina.

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