© News Farma 2019
Todos os direitos reservados

O acesso à área reservada do Cardio Talks, bem como a receção das suas newsletters é restrita a profissionais de saúde.

ESC 2019

domingo, 01 setembro 2019 14:03
Gordura epicárdica: uma variável preditora de recidiva após isolamento das veias pulmonares
Gordura epicárdica: uma variável preditora de recidiva após isolamento das veias pulmonares

O Dr. João Carmo levou ao ESC 2019 as principais conclusões do estudo “Pericardial fat volume outperforms classic risk markers in the prediction of relapse after pulmonary vein isolation” cujo principal intuito passou por avaliar a relação entre a gordura epicárdica e a duração da fibrilhação auricular. Assista ao vídeo da entrevista.

O Dr. João Carmo começa por explicar que os principais objetivos da investigação passaram por avaliar a relação entre a gordura epicárdica e a duração da fibrilhação auricular. “Para isso, todos os doentes que fazem fibrilhação auricular no nosso centro fazem uma tac prévia para exclusão de trombos e o que fizemos para além de avaliar a anatomia das veias pulmonares, foi avaliar a gordura epicárdica”, acrescenta o especialista.

A amostra da investigação reuniu assim um grupo de 453 doentes e, como explica o preletor, foi avaliada a recidiva a longo prazo. “Os preditores de recidiva na análise multivariável foram o volume da aurícula esquerda, as formas persistentes de fibrilhação auricular e a gordura epicárdica”, refere o médico. “Neste ponto de vista, a gordura epicárdica foi a variável mais preditora”, acrescenta.

As conclusões do estudo, como explica o investigador, revelam que os doentes que têm o melhor resultado em termos de ablação, são os que têm aurículas pequenas e volumes de gordura epicárdica mais pequenos, já os doentes que têm aurículas maiores e apresentem níveis de gordura epicárdica superiores, apresentam os piores resultados. “Isto mostra que, de facto, a gordura epicárdica parece ser ainda mais importante do que o volume da aurícula esquerda e do que a duração da fibrilhação auricular em relação à recidiva”, conclui.

Seta Anterior
Artigo Anterior
Seta Anterior
Próximo Artigo