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ESC 2019

terça-feira, 03 setembro 2019 13:49
Estratégias de revascularização do tronco comum não protegido como causa do enfarte agudo do miocárdio
Estratégias de revascularização do tronco comum não protegido como causa do enfarte agudo do miocárdio

A Dr.ª Ana Rita Pereira, interna do 3.º ano de Cardiologia do Hospital Garcia de Orta, Almada, constituiu mais uma marca da presença portuguesa da edição de 2019 do ESC onde apresentou um trabalho, em forma de póster, e intitulado “Unprotected left main revascularization in patients with acute myocardial infarction: insights of a multicenter national registry”. A jovem interna, conversou com o Cardio Talks e sintetizou as guidelines principais do seu trabalho. Assista ao vídeo.

“O meu trabalho foi sobre a revascularização do tronco comum em doentes com síndrome coronário agudo”, começa por referir a Dr.ª Ana Rita Pereira. A médica menciona que existe pouca informação disponível neste contexto, justificando, deste modo, a pertinência científica da investigação.

Com o principal intuito de avaliar as estratégias de revascularização do tronco comum não protegido como causa do enfarte agudo do miocárdio e verificar, de seguida, se havia diferença na revascularização em termos de outcome, o estudo teve como principal fonte o Registo Nacional de Síndromes Coronários Agudos.

A Dr.ª Ana Rita Pereira explica ainda que foram previamente selecionados os doentes que apresentaram tronco comum não protegido como causa do enfarte agudo do miocárdio, tendo sido divididos em dois grupos: um submetido apenas a revascularização percutânea e outro a revascularização cirúrgica.

Em termos de conclusões, a jovem interna refere “que no nosso Registo Nacional de Síndromes Coronários Agudos, o enfarte agudo do miocárdio com culprit com a artéria tronco comum não protegida foi pouco frequente. No entanto, esteve associada a uma alta taxa de eventos adversos durante o internamento”. Já no que diz respeito à “revascularização percutânea, parece ter sido selecionada para os doentes de maior”. A médica prossegue e acrescenta que, a longo prazo, “conseguimos ver que ambas as estratégias tiveram muito boa sobrevida após a alta hospitalar”.

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