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ESC 2019

quarta-feira, 04 setembro 2019 17:20
Enfarte agudo do miocárdio: quais os custos indiretos associados?
Enfarte agudo do miocárdio: quais os custos indiretos associados?

Que custos indiretos estão associados ao enfarte agudo do miocárdio foi a pergunta que motivou o trabalho levado a cabo pela Prof.ª Doutora Ana Teresa Timóteo, cardiologista no Hospital de Santa Marta, e cujos resultados foram apresentados, em forma de póster, No ESC 2019. O Cardio Talks falou com a especialista que conversou sobre as principais conclusões retiradas. Veja o vídeo.

“Indirect costs of acute myocardial infarction in Portugal” foi o título que deu forma ao trabalho da Prof.ª Doutora Ana Teresa Timóteo. Segundo a especialista foram recolhidos dados dos doentes com menos de 66 anos, idade oficial de reforma em Portugal, no decorrer no ano de 2017, explicou a investigadora. De seguida, foi efetuada uma análise dos custos indiretos associados, “portanto, as ausências no trabalho relacionadas diretamente com os enfartes”, explica.

“Obtivemos na nossa análise, a partir de dados nacionais, um valor médio do custo do trabalho de cerca de 1.800 euros por mês e constatámos que, a mediana de dias referente à ausência de trabalho após o enfarte foi de 34”. Além de outras conclusões, a médica releva que se verificaram custos diferentes para o enfarte com supra e sem supra ST.

A médica prossegue e refere que foram utilizados dados do Registo Nacional de Síndromes Coronárias Agudas para se estimar “a percentagem que tivemos de enfarte com supra e sem supra”. Esses dados foram extrapolados para a realidade nacional e foi possível apurar que “em Portugal, no primeiro ano após o enfarte, os custos indiretos foram de 10 milhões de euros”, conclui.

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