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ESC 2019

quarta-feira, 04 setembro 2019 19:12
Fibrilhação auricular: ablação tardia de taquicardia AV como fator de risco
Fibrilhação auricular: ablação tardia de taquicardia AV como fator de risco

A Dr.ª Marta Fonseca, interna do 4.º ano de Cardiologia do Hospital de Setúbal, levou à edição de 2019 do ESC um trabalho sobre a ablação tardia da taquicardia AV como um fator de risco para o desenvolvimento no futuro de fibrilhação auricular. A médica apresentou as ideias chave contidas no póster exposto no quarto dia de Congresso.

A ablação de taquicardia AV é o tipo mais comum de taquicardia supraventricular. A Dr.ª Marta Fonseca explica que “muitos doentes, sobretudos mulheres jovens, queixam-se de sintomas, principalmente de palpitações, antes de uma documentação eletrocardiográfica”.

O que não se sabe, segundo a médica, é se “o efeito recorrente dessas taquicardias sobre a estrutura e a função auricular esquerda pode, no futuro, dar origem a fibrilhação auricular (FA) se atrasarmos muito o procedimento de ablação por reentrada AV”. Nesse sentido, foram avaliados doentes submetidos a ablação taquicardia de reentrada AV entre os anos de 2009 e 2016.

No follow-up, segundo a interna, foi determinada a ocorrência de episódios de FA e a idade em que decorreu esse primeiro episódio. O estudo envolveu uma amostra de 139 doentes.

De acordo com a Dr.ª Marta Fonseca, os resultados mostram que, na população analisada, “a ocorrência de FA  durante o follow-up esteve associada ao atraso na ablação de reentrada AV”. A médica conclui que “estes achados sugerem que maior exposição auricular a episódios recorrentes de entrada AV poderá levar a alterações estruturais e funcionais da aurícula esquerda e, portanto, podem levar à ocorrência de FA”.

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