© News Farma 2019
Todos os direitos reservados

O acesso à área reservada do Cardio Talks, bem como a receção das suas newsletters é restrita a profissionais de saúde.

ESC 2019

quinta-feira, 12 setembro 2019 14:15
O que dizem as novas guidelines europeias de embolia pulmonar?
O que dizem as novas guidelines europeias de embolia pulmonar?

O Prof. Doutor Rui Baptista partilhou com a equipa do Cardio Talks a sua opinião acerca das novas guidelines de embolia pulmonar, divulgadas pela primeira vez durante o ESC 2019, realçando a importância de estas permitirem “uma nova discussão das opções terapêuticas”. O cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra começa por explicar que este é um documento de grande relevância, por se debruçar sobre uma das patologias cardiovasculares mais frequentes na sociedade, responsável por uma elevada mortalidade intra-hospitalar. Assista à entrevista em vídeo.

“As novas recomendações seguem o formato semelhante às anteriores, mas encontram-se, na minha opinião, substancialmente melhor organizadas e com um articular também bastante mais claro”, refere o especialista, salientando que existe agora “uma definição muito mais clara do que é a instabilidade hemodinâmica” e do que se deve utilizar para estratificar o risco dos doentes quando existe um diagnóstico de embolia pulmonar.

O Prof. Doutor Rui Baptista destaca ainda uma secção das guidelines “bastante útil e muito bem organizada” que reflete os últimos ensaios publicados no NEJM sobre o diagnóstico da embolia pulmonar nas grávidas. Este é um ponto que, segundo o cardiologista, é uma das principais causas de morte materna neste contexto, o que lhe concede uma enorme importância.

No que toca às recomendações sobre anticoagulantes, o novo documento esclarece o tipo de fármaco a ser utilizado no tratamento e profilaxia de eventos, sendo o ponto onde existem uma maior quantidade de novas evidências. “As recomendações clarificam neste momento grupos de exclusão para os novos anticoagulantes, nomeadamente no contexto da síndrome antifosfolipídica”, refere.

O especialista conclui a conversa enaltecendo a importância das guidelines no que diz respeito à utilização dos novos anticoagulantes a utilizar no contexto do cancro, realçando também o capítulo sobre a identificação de doentes com “uma forma grave e crónica de hipertensão pulmonar tromboembólica crónica”.

Seta Anterior
Artigo Anterior
Seta Anterior
Próximo Artigo