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quarta-feira, 11 dezembro 2019 11:34
Leading The Heart 2019 dá a conhecer a “next generation” na Medicina Cardiovascular
Leading The Heart 2019 dá a conhecer a “next generation” na Medicina Cardiovascular

Três edições depois, a reunião anual organizada pela Bayer, Leading the Heart, é já uma referência na agenda da Cardiologia nacional e está associada a alguns dos avanços no conhecimento. Na qualidade de chairman, o Prof. Doutor João Morais refere que o evento é sempre palco para a apresentação de estudos relevantes – este ano com o COMPASS em grande destaque – e também de inovações tecnológicas no campo da Medicina Cardiovascular. Em entrevista ao CardioTalks, o diretor do Departamento de Cardiologia do Centro Hospitalar de Leiria faz uma análise aos principais assuntos debatidos. Assista ao depoimento em vídeo.

Nas suas declarações, o Prof. Doutor João Morais sublinha “a inteligência e a habilidade” que a Bayer tem tido de “organizar um evento que não se limita apenas a discutir o conhecimento científico que, de alguma forma, dá razão para a reunião”, mas apresenta “outros motivos de interesse”. Segundo o chairman da Reunião, esta foi uma edição “particularmente interessante” pela presença da ideia “da nova geração e da inovação”, trazida pelos participantes internacionais e também nacionais, através da discussão de tópicos como a inteligência artificial ou o hospital do futuro. “O que distingue este evento de outros é exatamente este mix entre a pura ciência e ter tempo para a discutir”, afirma o Prof. Doutor João Morais, acrescentando igualmente “o prazer de ouvir outros temas interessantes”.
“Uma nova era na humanização da Medicina” foi um dos assuntos em destaque, apresentado conjuntamente pela Dr.ª Canay Atalay e pelo Dr. Rudy de Waele que aprofundaram alguns dos receios relacionados com o avanço tecnológico. Em comentário a este tema, o Prof. Doutor João Morais refere a necessidade de se admitir que no futuro os computadores poderão ser mais autónomos ainda do que são atualmente. “Mas ainda não estamos nessa fase e, portanto, os computadores, para já, irão fazer aquilo que nós lhes proporcionarmos fazer. E, por isso, cabe a nós, pelo menos nos próximos anos, ainda defender esta ideia de humanização e defender que não podemos ficar apenas na mão dos sistemas informáticos e das máquinas”, declara o médico.
Sobre a segunda parte do evento, “Next achievements”, em que se falou da “mudança de paradigma na proteção vascular, o Prof. Doutor João Morais refere que “os resultados do COMPASS vêm cobrir algumas necessidades” não atendidas, lembrando ainda que, atualmente, não existe “nenhuma estratégia antitrombótica adequada na doença arterial periférica”. Assim, o Prof. Doutor João Morais defende que a estratégia de tratamento avaliada no estudo COMPASS – dupla inibição da trombose com a dose vascular de rivaroxabano + aspirina – “obviamente vem cobrir uma necessidade não preenchida”.

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