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Durante o ESC 2018 foram apresentados os resultados do COMMANDER-HF, um estudo aguardado com expectativa pela comunidade médica que se dedica à área da Cardiologia. Numa análise global, a Dr.ª Sílvia Monteiro resume, em declarações ao Cardiotalks, os principais resultados de eficácia e de segurança deste ensaio clínico que teve como objetivo avaliar o benefício do rivaroxabano na dose reduzida de 2,5 mg, duas vezes ao dia, em doentes com insuficiência cardíaca crónica e doença arterial coronária. A coordenadora do Grupo de Estudo de Cuidados Intensivos Cardíacos faz ainda referência à apresentação dos dados relativos à subpopulação do estudo COMPASS com insuficiência cardíaca, “consistentes com a população global do estudo”. Assista ao vídeo.
“A Study to Assess the Effectiveness and Safety of Rivaroxaban in Reducing the Risk of Death, Myocardial Infarction or Stroke in Participants With Heart Failure and Coronary Artery Disease Following an Episode of Decompensated Heart Failure (COMMANDER HF)” é o nome de do ensaio clínico que, tal como a Dr.ª Sílvia Monteiro elucida “teve como objetivo avaliar o benefício do rivaroxabano em dose reduzida (2,5 mg, duas vezes por dia) em doentes com insuficiência cardíaca crónica, com fração de ejeção inferior a 40%”, internados por episódio “de insuficiência cardíaca e que apresentavam concomitantemente doença coronária estável”.
A especialista descreve que “ao longo de um follow-up de 21 meses não houve diferenças significativas no endpoint primário que incluía o composto de morte por qualquer causa, enfarte ou AVC, tendo-se verificado, no entanto, uma redução significativa da taxa de AVC nos doentes com rivaroxabano na dose de 2,5 mg”.
Em termos do endpoint primário de segurança, a Dr.ª Sílvia Monteiro afirma não terem existido também diferenças significativas. “Os investigadores assumem que estes resultados poderão estar relacionados com o tipo de população”, refere a cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, explicando o porquê.
“Ainda neste contexto, foram também discutidos durante o Congresso em várias sessões novos dados do estudo COMPASS”, salienta a Dr.ª Sílvia Monteiro, referindo que “foram discutidos, sobretudo, dados relativos à subpopulação do COMPASS com insuficiência cardíaca, tendo-se verificado que os resultados nesta subpopulação foram consistentes com os da população global do estudo”.
Em suma, a Dr.ª Sílvia Monteiro considera que, “atualmente, os doentes com doença coronária estável ou com doença arterial periférica que cumprem os critérios de randomização do estudo COMPASS e apresentam insuficiência cardíaca não devem ser privados desta estratégia terapêutica de rivaroxabano 2,5 mg duas vezes por dia, tendo em conta o benefício marcado que esta estratégia mostrou na redução de eventos aterotrombóticos”.

