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ESC2018

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quinta-feira, 30 agosto 2018 19:42
COMMANDER-HF clarifica aspetos relacionados com a insuficiência cardíaca descompensada
COMMANDER-HF clarifica aspetos relacionados com a insuficiência cardíaca descompensada

“Baseados nos resultados muito interessantes, quer do ATLAS, quer do COMPASS, a comunidade científica ficou sempre com a ideia de que a inibição da trombina com baixas doses de fator anti-Xa, neste caso, com o rivaroxabano 2,5 mg duas vezes por dia, poderia de certo modo ter implicação na via causal para a descompensação da insuficiência cardíaca e para a progressão da doença cardíaca que leva eventualmente à mortalidade cardiovascular”. É desta forma que o Prof. Doutor Rui Baptista começa por enquadrar o estudo COMMANDER-HF, apresentado durante o ESC 2018. Em entrevista ao Cardiotalks, o cardiologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra faz uma breve análise ao ensaio clínico cujos resultados permitem compreender melhor a insuficiência cardíaca descompensada e as suas implicações. Assista ao vídeo.

Tal como o especialista explica, “o COMMANDER-HF é desenhado com a hipótese de que a adição de 2,5 mg de rivaroxabano, duas vezes por dia, em doentes com cardiopatia isquémica e depressão de função e um internamento recente – menos de 21 dias – por insuficiência cardíaca descompensada”. Ou seja, neste estudo foram incluídos “doentes considerados de mais alto risco com síndrome de insuficiência cardíaca”.

“A verdade é que não houve quaisquer diferenças na incidência do endpoint primário nos dois braços do grupo e, portanto, a hipótese científica de que a inibição da trombina poderia ter papel nesta via causal entre os doentes com síndrome de insuficiência cardíaca com internamento recente e o endpoint cardiovascular, não se prova”, declara o Prof. Doutor Rui Baptista, afirmando ainda que “a hipótese é rejeitada, o que é um dado importante”.

Ainda assim, na perspetiva do cardiologista, os resultados deste estudo mostram que “nesta população de doentes que têm alta após um episódio de insuficiência cardíaca, há uma incidência no final do ensaio clínico de mortalidade cardiovascular que anda à volta dos 20%”, o que “é muito interessante para percebermos que estamos a falar de doentes realmente muito graves”.

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