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quinta-feira, 05 setembro 2019 10:50
Recomendações europeias colocam os NOAC como primeira opção no tratamento do tromboembolismo venoso
Recomendações europeias colocam os NOAC como primeira opção no tratamento do tromboembolismo venoso

“Penso que o mais importante sobre os novos anticoagulantes orais é que, atualmente, são os fármacos estabelecidos para o tratamento, na generalidade, de todos os doentes com tromboembolismo venoso”, afirmou o Prof. Doutor Stavros Konstantinides, quando questionado pelo Cardio Talks sobre as principais mensagens da sua apresentação, subordinada ao tema “How NOACs changed the practice in cancer-associated thrombosis”, inserida no programa do simpósio satélite promovido pela Bayer, intitulado “NOACs in Cancer Associated Thrombosis: Managing Anticoagulation in Cancer Patients in Clinical Practice”. Assista ao vídeo da entrevista.

De acordo com o diretor do Centre for Thrombosis and Hemostasis (Universidade de Mainz, Alemanha), os NOAC foram estabelecidos pelas guidelines europeias como primeira escolha em doentes com tromboembolismo venoso, em detrimento dos antagonistas da vitamina K. “E isto, particularmente, em doentes com cancro, como ficou bastante claro ao longo das apresentações e da discussão durante o simpósio”, acrescentou o especialista.

Segundo o Prof. Doutor Stavros Konstantinides, atualmente, existem dados de que os NOAC “são tão ou mais eficazes que as heparinas de baixo peso molecular, na prevenção da recorrência de eventos tromboembólicos”.
Por outro lado, os NOAC são também seguros, mas há que ter cuidado, porque “existem alguns tipos de cancro, como gastrointestinais e de bexiga”, que aumentam o risco de hemorragia nestes doentes. “Além disso, são melhor tolerados do que uma injeção diária, ou seja, os doentes aceitam melhor o tratamento com um anticoagulante”, completa.

No final, o Prof. Doutor Stavros Konstantinides destacou ainda os cuidados a ter quando se seguem doentes com cancro, de acordo com a sua própria experiência: “Acima de tudo, nunca tomem uma decisão sozinhos, falem com o oncologista que segue o doente e discutam em conjunto qual o melhor tratamento e as comorbilidades desse doente, de forma a ser tomada a melhor decisão terapêutica para o doente”.

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