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ESC2018

terça-feira, 28 agosto 2018 23:52
Insuficiência cardíaca: projeções apontam para um aumento do peso da doença em Portugal
Insuficiência cardíaca: projeções apontam para um aumento do peso da doença em Portugal

Na sessão de posters subordinada ao tema Chronic Heart Failure — Epidemiology, Prognosis, Outcome, foram apresentadas projeções dos custos com a insuficiência cardíaca e o peso da doença em Portugal, no período 2014-2036. Em declarações ao Cardiotalks, a coordenadora do Grupo de Estudo de Insuficiência Cardíaca (GEIC) da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), Prof.ª Doutora Cândida Fonseca, explica o impacto que as estimativas representam na gestão da insuficiência cardíaca em Portugal. Assista ao vídeo.

Na tentativa de estabelecer uma previsão da evolução epidemiológica da insuficiência cardíaca, uma doença com elevada prevalência em Portugal, foram utilizados dados provenientes da base de dados nacional de 2014 e do estudo EPICA para calcular uma estimativa da doença nos próximos 20 anos.

A especialista refere uma subida da prevalência atual da doença, que se prevê aumentar em 30% nas próximas duas décadas, com sérias consequências no que respeita a carga da doença, os custos em saúde e mortalidade. O envelhecimento da população é um importante fator a considerar, assim como o aumento do número de mortes que acresce em 30% e um aumento de cerca de 24% dos custos até ao ano de 2036. 

A coordenadora do GEIC sublinha que os custos com internamento representam um pesado fardo na insuficiência cardíaca e aponta para um aumento do número de anos de vida perdidos por morte prematura ou incapacidade (DALI’s), com uma estimativa de aumento de cerca de 28% atingindo, em 2036, 27 mil anos de vida perdidos.

Perante estes dados, destaca a importância da consciencialização de toda a comunidade para estes números e formação dos profissionais de saúde. Adicionalmente, considera crucial alertar também os governantes e autoridades do nosso país para modificação da abordagem terapêutica da insuficiência cardíaca em Portugal.

Em nota de rodapé, a Prof.ª Doutora Cândida Fonseca menciona a nomeação de um grupo de trabalho ministerial, que pretende ponderar estas questões e submeter uma proposta.

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