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ESC 2019

quinta-feira, 05 setembro 2019 09:09
Diabetes e pré-diabetes na síndrome coronária aguda
Diabetes e pré-diabetes na síndrome coronária aguda

A Dr.ª Carolina Saleiro, interna de 2.º ano de Cardiologia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) esteve presente no ESC 2019 e levou a sua investigação, em formato póster, subordinado ao tema diabetes e pré-diabetes na síndrome coronária aguda. A médica conversou com o Cardio Talks e resumiu as guidelines principais do seu trabalho.

A Dr.ª Carolina Saleiro começa por explicar que foi conduzido por si e pela restante equipa de investigação um trabalho retrospetivo em que foram incluídos todos os doentes diagnosticados com síndrome coronária aguda sem supra de ST que foram admitidos na unidade do CHUC. De seguida, formara-se dois grupos distintos: o primeiro grupo reuniu 229 doentes pré diabéticos e o segundo, 123 doentes de pessoas com diabetes bem controlados, com uma média de idades de 70 anos.

“Tentámos ver qual o impacto deste diagnóstico na mortalidade a longo termo num folow-up médio de 48 meses”, explica a jovem interna. Os dois grupos não apresentaram diferenças nas características demográficas ou fatores de risco cardiovasculares”, acrescenta.

Foi descoberto que o grupo de diabéticos bem controlados apresentava uma maior prevalência de doença renal crónica, um índice de massa corporal (IMC) mais elevado e era mais hipertenso. Além disso, a médica refere que metade dos doentes pré-diabéticos controlados já tinham doença coronária previamente conhecida.

“Quando analisámos as curvas de sobrevivência, vemos que não há uma diferença significativa entre os dois grupos, apesar de se verificar uma tendência para diminuição da sobrevida no grupo diabéticos bem controlados, porém essa diferença não foi estatisticamente significativa para o grupo dos pré-diabéticos”, refere a Dr.ª Carolina Saleiro. Por esse motivo, foi criado um modelo multivariado para tentar perceber quais as características inerentes a esse grupo que podiam predizer a mortalidade”. Foi concluído que “a idade, o compromisso severo a moderado da função ventricular e também a troponina pico são os principais preditores de mortalidade a longo prazo e que, quer diabetes bem controlados, quer pré-diabetes não tem impacto na sobrevida”, conclui a médica.

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